FORMULA FUTURE - 3ª ETAPA - INTERLAGOS

Quando a idéia de recriar uma nova categoria-escola surgiu, Felipe Massa, idealizador e "padrinho" da categoria, experimentou o carro da atual Formula Future e o aprovou inteiramente. E o carrinho vem mostrando que é mesmo muito bom e a meninada egressa do Kart quase que o veste. A adaptação tem sido boa e rápida. Mas eles ainda têm um bom caminho à frente. E a Future é a melhor para essa transição.
Para comprovar, é só acompanhar as provas e ver as disputas acirradas, sem favoritos imediatos. Nesse final de semana o grid, que não foi muito concorrido, apenas 8 carros, ficou desfalcado de, pelo menos, mais 3 carros. Dois deles, Roberto Curia Jr. e Lucas Colombo Russell, os "hermanos" que disputaram, neste mesmo domingo, uma etapa do Mundial de Kart. E fizeram falta porque são bons pilotos. Creio que, em breve, os "paitrocinadores" entenderão que, os custos e as vantagens da facilidade de poder contar com uma equipe igual para todos, engenheiros, mecânicos e equipamentos de ponta, e suporte de fábrica, a um custo não muito maior em uma equipe de Kart, profissional, compensarão esse "upgrade" para os monopostos da Future e darão uma base sólida aos garotos que têm sonhos mais altos.
Sábado, durante os treinos, pude acompanhar uma entrevista de Felipe Massa a RaceTV, conversando com Edard Mello Filho e Dedê Gomez e dava para sentir seu entusiasmo com os pequenos Future, uns mini formula 1, como se comentou.
Grid para a 1ª bateria formado e o carioca Nicolas Costa na pole. Esse garoto tem muito a mostrar, no futuro. Um grande potencial, uma tocada firme, consciente e que entusiasma. Na 1ª bateria, saiu na frente e lá se manteve. Venceu com autoridade e, ainda, marcou o melhor tempo - 27´42.967 e uma impressionante volta com 1´42.901 a uma média de 150,750 km/h. João Jardim, Francisco Alfaya e Vini Alvarenga, 2°, 3° e 4° colocados, travaram uma bonita disputa durante toda a prova.
Se por um lado a quantidade de carros foi pequena, a competição, por sua vez, agradou aos que assistiram. E também a mídia.

Na 2ª bateria, a inversão de posições trouxe para a pole o potiguar Johilton Pavlak, que aproveitou a vantagem e, a exemplo de Nicolas Costa, na 1ª bateria, saiu na ponta e se manteve,firme,até o final, sem dar chance aos adversários. Nicolas Costa, vencedor na bateria anterior, saiu de trás, como reza o regulamento e veio conquistanto posições até chegar no pelotão da frente quando saiu "para a briga" com Vini Alvarenga, João Jardim e John Louis. Johilton aproveitou-se muito bem da disputa pelo segundo e terceiro lugares e distanciou-se o mais que pode, sem precisar "forçar" ´motor ou os pneus, que a aquela altura já sofriam com o aumento de temperatura da pista, aumentando o desgaste.
Johilton, que se sagrou campeão brasileiro de kart em Florianópolis, no último dia 31 de Julho, na categoria Shifter Jr., mostrou, com essa vitória, que já se adaptou ao monoposto da Formula Future. Segundo comentário de Dedê Gomez foi, também, o primeiro piloto do Rio Grande do Norte a vencer uma prova de âmbito nacional.
Nicolas Costa, reafirmou seu estágio de desenvolvimento e com a vitória na 1° bateria e o vice na 2ª, chegou à liderança do campeonato somando 74 pontos. Jardim que estava na frente até a 2ª etapa, ocupa, agora, a 2ª colocação, distante 6 pontos de Nicolas Costa, e com 8 pontos de vantagem para Francisco Alfaya, que, desta vez, não estava com sua "máquina" no melhor ajuste, ganhando um 3° lugar na primeira bateria e um 6°, na segunda.
O que fica patente é que a categoria tem tudo para "deslanchar" no automobilismo brasileiro e ajudar a revelar muitos talentos.
Veja, abaixo, os resultados de hoje e a classificação do campeonato da Formula Future 2010.
3ª Etapa
1ª Bateria
1) Nicolas Costa , 27min42s967
2) João Jardim, a 1s864
3) Francisco Alfaya, a 17s192
4) Vini Alvarenga, a 17s916
5) Rafael Azrak, a 17s998
6) John Louis, a 35s768
7) Johilton Pavlak, a 3 voltas
8) Felipes Apezzatto, a 12 voltas
Melhor volta: Nicolas Costa, em 1min42s901 (média de 150,750 km/h)
2ª Bateria
1° Johilton Pavlak 16 voltas em 28min00s812
2° Nicolas Costa 1s773
3° Vini Alvarenga 7s838
4° Joao Jardim 9s271
5° John Louis 12s902
6° Francisco Alfaya 20s727
7° Felipes Apezzatto 41s565
8° Rafael Azrak a 2 voltas
Melhor volta: Nicolas Costa, em 1min43s319 (média de 150,140 km/h)
Classificação do campeonato:
1°) Nicolas Costa 74
2°) João Jardim 68
3°) Francisco Alfaya 61
4°) Johilton Pavlak 59
5°) John Louis e Vini Alvarenga 40
7°) Roberto Curia Jr 23
8°) Felipes Apezzatto 19
9°) Rafael Azrak 15
10°) Felipe Granzotto 2
11°) Lucas Colombo Russell 1
Fontes: MF2, VIP COMM
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Comentários
"Leonardo de Souza disse: 23/08/2010 às 13:47
Bem vamos fazer uma conta:
F-Future – ¨6 Etapas – 2 corridas por etapa – 12 corridas no Total.
Temporda por R$ 280.000 – ou seja R$ 23.333,33 por Corrida ou R$ 46.666,66 por Fim de Semana de Prova.
F3 Light – 9 etapas – 2 a 3 Corridas por fim de semana – 24 corridas no total.
Temporada por R$ 350.000 – ou seja R$14.583,33 por corrida ou R$ 38.888,88 por Fim de Semana de Prova.
Como que a F-Future quer ter pilotos se ela, que é a categoria de Base, a primeira que o piloto irá competir após sair do Kart, é mais cara que a F3 Light que têm um carro mais rápido e muito melhor técnicamente, e com Duas corridas fora do Brasil?
A F3 não têm neste ano o grid esperado, mais ainda assim atrai mais aos pilotos do que a F-Future. Se a cabeça de quem gerência os campeonatos de Automobilismo no Brasil não mudarem, em pouco tempo não teremos mais representantes no Automobilismo Mundial com chances de obter destaque, devido a falta de aprendizado nas categoria de base daqui."
Eu não conheço os números a F3, mas o que posso dizer é aquilo que ouço dos comentaristas e pessoal da CBA. O custo da temporada da Future é, segundo soube, igual ou mais baixo que o da temporada de kart profissional. É claro que há mais provas de kart, mas não tantas, assim. Uma das grandes vantagens da Future é que não é preciso manter equipe. Engenheiros, mecânicos e os carros vêm no pacote. A tecnologia é de primeira e o carro tem uma facilidade muito grande de adaptação, dito pelos próprios pilotos. A F3 não é, propriamente, uma categoria-escola o que a Future é. O pessoal do ramo considera que a transição do kart para a Future é mais fácil e vai possibilitar um amadurecimento maior ao piloto jovem do que entrar na F3/F3 Light. Na RaceTV, durante a transmissão, o Edagar de, que já tem um nível muito mais elevado. O Edgard Mello Filho e o Dedé Gomes , na RaceTV, comentaram isso.
O que me parece é que é necessária uma maior divulgação, mais marketing pra fazer a classe conhecida.
Acho que o pessoal olha e acha que é um carrinho. No entanto, em Interlagos, a média horária do Future vencedor foi de 150 km/h e nos Linea, não chegou a 140 km/h. É um caso a pensar. Abs
Acho que ainda não temos uma categoria em campeonatos Brasileiros, com valores "viáveis" para a maioria de pilotos e equipes. A Fórmula Ford da década de 80, e no início de 90, era mais "viável"... Comparativament e, os custos eram menores.
O mesmo em relação a categoria Turismo: o Brasileiro de Marcas e Pilotos foi praticamente extinto. Para quem não sabe, no Troféo Linea as equipes são OBRIGADAS a entrar com 2 carros, além de uma série de garantias financeiras e de performance.
Em outros tempos o maior custo para fazer um campeonato brasileiro era o de transporte , hospedagem e alimentação dos integrantes e equipamentos. Hoje as coisas mudaram bastante. Fazer o reparo em um Gol, Fiesta, Pálio,e outros pequenos que poderiam fazer um Brasileiro de Marcas, é bem menor que o custo de um Línea ou Stock.
Acho que a CBA deveria rever seus campeonatos, e trazer de volta competições realmente viáveis.
Abraço!
Concordo que os custos para se competir, hoje, subiram tremendamente. Creio que, também, por causa da tecnologia. Pegue um Opalão da Stock do início dos anos 90. Motor aspirado, pneus e a própria mecânica eram muito mais baratos. A tecnologia fez esses custos subirem ao espaço. Não sou mecânico mas costumava montar e desmontar um carburador, razoalmente bem. Outro dia, no autódromo, olhei o cofre do Linea e fiquei impressionado. Complicadíssimo . Exige, certamente, mão de obra muito qualificada. Daí, custos.
O amigo Beto Stipp, que pilota o Gol 0 (zero) com o Dudú Mendonça, na Super Light, me disse que, em Londrina, sua terra, ainda se pode correr de Fórmula Fusca (cargo todo mexido) por menos de R$ 1.500,00. E olhe que, autódromo, por lá, lota. Levando em conta que essa quantia mal dá pra comprar pneus para um Kart de competição, eu considero barato. O que vai baixar os custos, ao menos aqui no Rio, será a maior divulgação do esporte, atraindo mais pilotos. Enquanto o esporte estiver elitizado, será difícil ver esses custos baixarem e surgirem categorias mais baratas. PS: sua colher é sempre bem vinda nesse angú. Abs
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