PARQUE OLÍMPICO X AUTÓDROMO DE JACAREPAGUÁ
Deu no RJTV, de ontem, 08/09/2010.
"O Comitê Rio 2016, responsável pela organização dos Jogos Olímpicos na cidade, cancelou a licitação para a construção do Parque Olímpico de Jacarepaguá, na Zona Oeste da cidade."
Diferentemente de avestruzes, é preciso que os automobilistas cariocas, fluminenses e brasileiros, em geral, fiquem atentos e de olhos bem abertos, ao que se planeja para o futuro do local onde, hoje, ainda está o Autódromo Internacional do Nelson Piquet, o Autódromo de Jacarepaguá, no Rio.
Veja esta reportagem no link a seguir:
http://g1.globo.com/rio-de-janeiro/noticia/2010/09/comite-cancela-licitacao-para-construir-parque-olimpico-no-rio.htmlEd Cordeiro, do grupo Automobilismo Rio, anunciou que, ontem, 08/09, haveria uma audiência pública sobre o autódromo. Na verdade pode ser que tenha sido esta reunião do Comitê Rio 2016 que resolveu cancelar esta licitação acima citada, o que realmente se planejava.
Creio que está na hora da CBA e FAERJ divulgarem, ao público, o projeto preliminar para a construção do novo Autódromo, em Deodoro, no Rio, já apresentado oficialmente à Prefeitura do Rio e ao Ministério dos Esportes, em 11 de Maio passado, em Brasilía.
Após esta, uma nova reunião ocorreu, a 25 de Maio, desta vez na sede da CBA, no Rio, quando estiveram presentes os presidentes da CBA e da FAERJ, o arquiteto Artur Katchborian, autor do projeto preliminar, e técnicos da FGV - Fundação Getúlio Vargas, encarregada pelo Ministério, para que fizesse estudos de viabilidade econômica e de impacto ambiental referentes à construção do novo Autódromo, como o velocidadeRio.com divulgou em artigo "O carro segue seu caminho ..." , de 12/06/2010.
Esses estudos prosseguem, pelo que se sabe, porém, de tanto que se especula sobre a desativação de Jacarepaguá, é necessário que fiquem públicos e abertos, além do projeto e dos estudos da FGV, o Acordo Judicial sobre a desativação e construção do novo Autódromo, além dos prazos e obrigações da Prefeitura e da União, para o cumprimento do mesmo.
Nunca é demais lembrar que, tanto a União quanto a Prefeitura do Rio, juntamente, com CBA e FAERJ, ratificaram este Acordo Judicial e comprometeram-se a criar grupos de trabalho envolvendo, além de autoridades, também, técnicos, automobilistas, pilotos, equipes, mídia especializada, indústria e representantes das comunidades vizinhas para analizarem e trazerem suas sugestões/contribuições ao projeto de Deodoro.
É tempo de atenção. Tempus fugit !
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Comentários
Não é apenas uma questão de atenção, pois pelo visto os responsáveis da condução deste processo hoje, são os mesmos de 2007 que culminou com a mutilação do memso para plantarem a tal ossada de cachorro. Pelo visto querem plantar em maior quantidade. Pergunto: já que o processo de licitação dos projetos foi susspenso, pq não incluir uma claúsula para q estas instalações sejam projetadas com a permanência da pista?
Os condutores, se não são todos os mesmos, muitos ainda estão por aí. No entanto, precisamos ser realistas quanto a restaurar a pista de Jacarepaguá e, ao mesmo tempo, implantar mais instalações de forma a manter tudo em um só lugar. Isso não é possível. A pista, ao ser mutilada para a construções dos "elefantes-brancos", para o Pan 2007, foi irremediavelmen te condenada a ser o que é hoje. Uma pista para provas locais e regionais, em que pese ser um belo local e ter seu lugar no coração dos automobilistas brasileiros. Sem construir mais nada, o máximo que se conseguiria seria extendê-la por mais uns 600 a 700 metros, sem, contudo, restaurar-lhe as qualidades que a fizeram, anos atrás, um dos melhores traçados do mundo e, com isso, impossibilitand o provas de importância do calendário internacional da FIA. Formula 1, nem pensar! Lamentavelmente , os protestos, feitos à época da "mutilação", foram muito poucos para causar eco em políticos e empresários, e, menos ainda, na população, em geral, que via e ainda vê o automobilismo como esporte de rico. Se eu gosto de Jacarepaguá? Gosto demais. Fui um dos que viram o autódromo surgir da areia, e acompanharam o seu desenvolvimento , por mais de 30 anos. Lamento, assim como lamentaram os irmãos portugueses a desativação do autódromo do Estoril para a construção do novo circuito do Algarve. Lá, pelo menos, não criaram subterfúgios. O Estoril rendeu-se, declaradamente, à exploração imobiliária. Já aqui, dizem ser pelo ideal olímpico!
Eu concordo que o ideal é Jacarepaguá. Mas aqui se está falando do que é possível. E pelo andar da carruagem, o que parece possível, agora, é Deodoro. Se huver algum modo de se manter Jacarepaguá, muito melhor. Eu aqui, porém, procuro, como jornalista, relatar o que tenho apurado, mas não posso tomar iniciativa para esse ou aquele lado. Pelo que pude saber Deodoro é considerado o que é possível pela CBA e FAERJ, visto dizem terem esgotado todos os recursos. Se, de outro lado, houver algum movimento, como o seu, que possa obter êxito em manter Jacarepaguá, por via jurídica, todos aplaudirão, tenho certeza. Abraço
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