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Marcelo Costa vence as duas primeiras etapas do Estadual de Turismo 2011

 

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 Marcelo Costa fez a festa na categoria Marcas

 

A temporada do Turismo de 2011 começou em grande estilo. Um grid de 35 carros, o que não se via em uma abertura de campeonato da categoria, no Rio, há muito tempo. Além do ótimo comparecimento dos pilotos locais a participação de 8 carros com 10 pilotos das Minas Gerais deu mais brilho e emoção a estas duas prineiras etapas.

João Scalabrin, Corsa 30, e Jorge Schuback, Gol 25, na 1ª Etapa

João Scalabrin, Corsa 30, e Jorge Schuback, Gol 25, na 1ª Etapa

 

Mas não pararam aí as novidades. Elias Jr, que não competia no Rio desde o final de 2008 voltou e disse estar animado para o restante do campeonato. Voltou também, devendo disputar todas as etapas da Marcas, no ano, o piloto Marcelo Costa, que já havia corrido três etapas de 2010 tendo, inclusive, vencido a 15ª. Marcelo, no ano passado, disputou provas na Mini Challenge, integrante da "família" Stock Car Brasil. Presença sempre simpática do veterano e bem humorado Rubens Travagini, correndo em dupla com seu filho Felipe Travagini, na Super Light. Carlos Eduardo Victorino, já mais refeito da perda de seu irmão, em 2010, também retornou. Maurício Teixeira, que voltou atrás e inscreveu o seu Corsa. E para a satisfação de todos a dupla Guilherme de Paula e Nilton Gomes, de Nova Friburgo, que mostraram que o "povo da serra", assim como seus carros, são duros na queda. Depois de um bom sábado de treinos, lá estavam com o colorido Gol 99, logo apelidado de "Submarino", completamente recuperado da verdadeira inundação de água e lama, durante a tragédia do mês passado.

E algumas ausências. Fernando Sávio, o Fernandinho; a dupla Dudú Mendonça e Beto Stipp; Marco Eckart, que esteve nos treinos em Janeiro, mas não correu neste Domingo. Quem sabe, ao longo da temporada não se animam? O Henrique Gomes, o Português, assegurou que voltará.

O mineiro Fábio França

 O mineiro Fábio França

Vai aqui um cumprimento aos simpáticos pilotos mineiros. A maioria, competindo no Rio, pela primeira vez, foi pra batalha, com muito espírito esportivo e, pelo que se viu, "curtiram" bastante a experiência. Pode ser, até, que repitam a experiência, já conhecedores de alguns macêtes de Jacarepaguá. Afinal, o Autódromo de BH só deverá estar pronto em Maio. De repente, a moçada vêm com mais pilotos correr por essas bandas! Para quem não os conhece, por aqui, aí vão os nomes:

- Fábio França, Gol 165; Eduardo e Cláudio Gontijo; Gol 106; Bernardo Mattos, Gol 103; Tulio Tomagnini, Gol 111; Gustavo Mascarenhas, Palio 125; Edson Junior, Gol 199; Weuler, Gol 105; Paulo e Guilherme Penna, Gol 198.

A largada da 1ª Etapa ocorreu sem incidentes, apesar do número de competidores, 32 alinhando no grid e 3 saindo dos boxes. Mantido o estilo tradicional, com uma volta de "apresentação" e largada "parada" no retão das arquibancadas. Marcelo Costa, Gol 81, na pole position, largou  bem, seguido de Paulo Coelho, Peugeot 34, em 2°; Renê Junqueira, Gol 22, em 3°; João Scalabrin, Corsa 30, em 4°; Jorge Schuback,Gol 25, em 5° e Willyans Suhr, Gol 15, em 6°. Logo na curva Sul,  Scalabrin e Schubak ultrapassaram  Renê Junqueira, passando a ocupar as 3ª e 4ª posições. Suhr donseguiu manter a 6ª posição, apesar do assédio de Chiquinho, Corsa 21, e Celso Vianna, Corsa 70 (com sua nova cor "vermelho pantone"). No entanto, seu carro já apresentava problemas e ao final da primeira volta Chiquinho e Vianna já ocupavam as 6ª e 7ª posições.

A pista "suja", em vários trechos, com areia e palha resultante da poda dos matos levadas pelo vento, dificultavam  a tocada dos pilotos, mesmo os mais experientes, como o próprio líder e posterior vencedor  Marcelo Costa, que na saída da Curva da Vitória, ainda na primeira volta, teve de "corrigir o rumo" após uma escorregada. É certo que a falta de chuvas, aliada ao vento vindo do mar, não possibilitou aquela lavagem natural do asfalto. Se misturadas a eventuais perdas de óleo, aí, realmente, a pista fica como quiabo". E por conta dessa condição várias derrapadas, saídas de pista, eventuais rodadas provocaram a entrada do "carro de segurança" por duas vezes. Numa delas, logo no princípio da prova, pela rodada do Clio 47, do Carlos E. Victorino que ficou parado, à espera do resgate. Além dessa intervenção, o "carro de segurança" entrou na pista na metade a prova para dar aquela "arrumação" e juntar a moçada, dando mais emoção à prova. E, depois, mais uma  intervenção, porém sem "mexer" com os 6 primeiros, àquela altura, Marcelo Costa, Paulo Coelho, Scalabrin, Schuback, Celso Vianna e Renê Junqueira, que continuaram assim até o final da prova. Aliás Marcelo,Paulo, Scalabrin e Schuback venceram de ponta a ponta, pode-se dizer, um fato pouco comum em qualquer categoria. Seus carros, claramente, estavam com um desempenho superior aos demais. O "braço", claro, também foi fator decisivo. Dos ponteiros, há que destacar a atuação de João Scalabrin e Jorge Schuback que "brigaram" desde o começo, com Scalabrin demonstrando estar mais maduro, a ponto de conseguir segurar o experiente e veloz Jorge Schuback alí, "nos calcanhares", em uma disputa limpa e muito técnica. Com Marcelo e Paulo Coelho, apresentaram um belo espetáculo.

Nos pelotões, mais atrás, as "brigas" também eram boas, com os pilotos mineiros fazendo o melhor possível, levando-se em conta seu desconhecimento da pista e alguns detalhes técnicos de seus carros como pneus e rodas de aro 13, contra as de aro 14 dos cariocas e ajustes ainda não adaptados às condições da pista de Jacarepaguá. Ainda tentando adptar-se às condições da pista algumas derrapadas e o carro n° 198 de Paulo Penna, que perdeu sua roda dianteira esquerda, saindo reto no final de Vitória e indo parar na área de escape, o que provocou o seu abandono da prova. 

 

Guilherme de Paula

Guilherme de Paula

E a Super Light? Com apenas dois carros no grid, o desempenho de Guilherme de Paula, no "Gol "Submarino" 99 e de  Rubens Travagini no Gol 88 foi muito bom, chegando em 9°e 11° lugares, no Geral, deixando mais de 20 carros da Marcas para trás. Verdade que foram beneficiados pelas punições de 20 segundos aplicadas a Renê Junqueira, Gol 22 e  Marcus Azevedo, Gol 6, por ultrapassagens em bandeira amarela.

Essas duas punições beneficiaram, também, a Elias Jr., da Marcas, que ficom com o sexto lugar.

As ultrapassagens "fora de tempo" ocasionaram um festival de punições de 20 segundos, nove ao todo, pelo mesmo "pecado".

Alguns pilotos de ponta como Beto Sansom e Rodrigo de Paoli, respectivamente campeão e vice-campeão  de 2010 não completaram a etapa. De Paoli, com seu Gol 50 enfrentando problemas mecânicos desde os treinos e Beto Sansom, que fez a opção de não correr com seu Corsa campeão. Preferiu, desta vez, um Gol com o qual faria parceria com Mauricio Campelo que, afinal, não pode vir da Paraíba, onde mora, parte do ano. Beto, então, correu as duas etapas. Nessa primeira etapa, abandonou na 7ª volta devido ao cabo do acelerador. partido. No geral, foram várias as quebras, e, dos 35 que largaram, 20 chegaram na mesma volta do vencedor (20 voltas) para um total de 25 competidores que completaram a prova.

Marcelo Costa, Corsa 81, vence a 1ª Etapa

Marcelo Costa, Corsa 81, vence a 1ª Etapa

Segunda etapa, grid nobo, cuja principalcaracterística é a inversão dos 6 primeiros colocados na primeira prova. Desta maneira, Elias Jr., passou a pole-position. Uma bela volta a do Elias Jr! Em segundo largou Celson Vianna, Corsa 70, com Jorge Schuback, Gol 25, em terceiro, João Scalabrin, Corsa 30 em quarto (de novo), Paulo Coelho, Peugeot 34, em quinto e o vencedro da 1ª etapa, Marcelo Costa em 6° lugar.

Se na 1ª etapa a luta entre os ponteiros foi acirrada, nesta etapa o ânimo entre aqueles mesmo concorrentes não arrefeceu. Desta vez, 33 carros alinharam e partiram, com Pedro Barreto , n° 95 e Andre Rodrigues, n° 4, desistindo.

O calor da 1° etapa parecia dobrado, na 2ª etapa. Certamente um dos responsáveis pelas quebras. Como no caso de Willyans Suhr, Gol 15, que teve o motor estourado na 1ª e na 2ª etapas. Outro que não estava com sorte, também, era Rodrigo Rocha, parceiro de Rodrigo de Paoli, no Gol 50, que "foi abandonado" pela "máquina" e desistiu na logo na 2ª volta. Também nessa volta abandonaram Ubaldo Leite, Corsa 21 e Frusca Monte, Peugeot 77.

Enquanto isso uma sucessão de ultrapassagens entre os 6 primeiros, com retomada de posições, "botava mais calor" na disputa. Eliar Jr, na ponta até a 4° volta, foi ultrapassado por Scalabrin, então em 2° lugar, após ultrapassar Schuback e Celso Vianna ainda na 2ª volta., tendo ocupado a ponta por mais volta, até que, na Junção, enquanto batalhava com Schuback, foram estes ulrapassados por Marcelo Costa, Corsa 81, com uma manobra ousada por dentro da curva, aproveitando uma "espalhada" dos dois. Marcelo mostrou, alí, que não voltara para o Turismo "só de brincadeira" e, a continuar com esse ímpeto, vai ser um osso duro para os demais competidores, durante toda a temporada 2011.

Esse "perde-ganha" entre Scalabrin e Schuback se manteve até a 8ª volta, quando Schuback, afinal, retomou o 2ª lugar de Scalabrin, que lá estava desde o abandono de Elias Jr, na 5ª volta. Scalabrin, vendo que não tinha, desta vez, como resistir a Schuback, mostrou, de novo, que, apesar de muito jovem ( 20 anos, apenas) está aprendendo muito rápido, ganhando o respeito dos mais tarimbados. Olho nele, pessoal!

Entre os seis primeiros, uma repetição da 1ª etapa, como os mesmos 5 vencedores e mais o concurso de Wilton Netto, Gol 22, em dupla com Renê Junqueira,  mostrando que estão no caminho para um acerto mais "refinado" de seu carro, com boas possibilidades de ascenção na tabela. Boa corrida do Wiltinho. Nossos amigos mineiros, já mais acostumados com a pista, tiveram um rendimento um pouco melhor com seus carros. Mais do que ninguém, eles sofreram com o calor, assim como seus carros.

Na Super Light, repetindo o cenário da 1ª prova do dia, o Gol 99 (o Submarino) de Nova Friburgo, agora sob a pilotagem de Niton Gomes e o Gol 88, agora com Felipe Travagini, conseguiram, desta vez o 13° e o 18° lugares. O calor parece ter afetado seus desempenhos mas, ainda assim, completaram as 20 voltas da prova.

Aqui, uma pergunta. Sobreviverá a Super Light? Difícil responder, mas o Nilton Gomes já falava, abertamente, na transformação de seu carro para disputar a Marcas no restante do ano. Desse jeito ... 

Nessa 2ª Etapa os pilotos voltaram mais cuidadosos e não aconteceram novas punições por desrespeito à bandeira Amarela.

A prova foi encerrada sem maiores incidentes, com Marcelo Costa, mais uma vez, conquistando o primeiro lugar, com todos os méritos.

Veja, abaixo, as 6 primeiras colocações nas 2 Etapas e mais o resultado da Super Light.

 

1ª etapa- Marcas

1º – Marcelo Costa, Corsa 81

2º – Paulo Coelho, Peugeot 34

3º - João Scalabrin, Corsa 30

4º - Jorge Claudio Shuback, Gol 25

5º - Celso Vianna, Corsa 70

6ª - Elias Junior, Corsa 37

Obs.: Posicionamentos corrigidos após as punições

 

1ª etapa - Super Light

1º – Guilherme de Paula, Gol 99

2º – Rubens Travagini, Gol 88

 

2ª etapa - Marcas

1º – Marcelo Costa, Corsa 81

2º - Jorge Claudio Shuback, Gol 25

3º - João Scalabrin, Corsa 30

4º - Celso Vianna, Corsa 70

5º – Paulo Coelho, Peugeot 34

6º - Wilton Neto, Gol 22

 

2ª etapa - Super Light

1º – Nilton Gomes, Gol 99

2º – FelipeTravagini, Gol 88

 

 

Para quem deseja mais detalhes, a sugestão e conferir o site de Caradec:

1ª Etapa: http://www.caradec.com.br/nts/pages/corrida.asp?cmp=104&etp=396&evt=2974

2ª Etapa: http://www.caradec.com.br/nts/pages/corrida.asp?cmp=104&etp=396&evt=2975

Atenção: Resultados não corrigidos

 

 

 

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